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Mercado imobiliário em 2026: por que o Sul do Brasil está atraindo investidores de todo o país

9 de out.
5 min de leitura


Enquanto grandes mercados ainda sentem o peso dos juros elevados, Curitiba segue na direção oposta. A capital paranaense fechou o primeiro semestre de 2026 consolidada como o 4º maior mercado imobiliário vertical do país, com vendas em ritmo acelerado, valorização entre as maiores do Brasil e um segmento de alto padrão que já disputa espaço com São Paulo e o litoral catarinense. Para quem investe, ou pretende morar bem, os números de 2026 merecem atenção.


Vendas em alta: o motor do mercado


No primeiro trimestre de 2026, Curitiba comercializou cerca de 2.200 unidades, alta de 26,5% sobre o mesmo período de 2025. E o segundo trimestre confirmou a aceleração: foram 3.480 unidades vendidas, crescimento de 50,1% na comparação anual, segundo a pesquisa ADEMI-PR/Brain. Em 12 meses, o acumulado de 2026 chega a 11.261 unidades, recorde histórico para a cidade.


O que isso significa na prática? Velocidade. O estoque de imóveis novos está sendo absorvido mais rápido do que as incorporadoras conseguem lançar, o que sustenta preços e reduz o tempo de venda. Em um cenário de Selic elevada, esse desempenho contraintuitivo é um dos principais sinais de solidez do mercado local.


VGV recorde: R$ 10,2 bilhões em lançamentos


O Valor Geral de Vendas (VGV) confirma a mesma leitura. Foram R$ 10,2 bilhões lançados em 12 meses e R$ 8,7 bilhões vendidos até março de 2026. O movimento local espelha o país: segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais (CBIC/Brain), o setor brasileiro fechou 2025 com R$ 292,3 bilhões em lançamentos (+10,6%), com recordes também no último trimestre do ano.


Valorização: a 2ª capital que mais subiu no Brasil


Em 2025, os imóveis em Curitiba valorizaram 17,86%, segundo o Índice FipeZAP a 2ª capital que mais valorizou no país no período. Valorização sustentada, e não pontual, é o que diferencia um mercado em ciclo de crescimento de um movimento especulativo isolado.


Quanto custa o metro quadrado hoje


Existem duas referências complementares e saber distinguir evita confusão:


FipeZAP (preços anunciados): m² médio de R$ 11.766 em outubro de 2026, a 4ª capital mais cara do índice. No Batel, o m² médio alcança R$ 17.525, superando R$ 20 mil nos lançamentos de super luxo.

ADEMI-PR/Brain (vendas de imóveis novos): m² médio de R$ 15.744 em maio de 2026, com alta de 9,9% em 12 meses, 76,3% em 5 anos e 185,2% desde 2009, a série histórica está disponível aberta ao público no mapa da ADEMI-PR.


No alto padrão na planta, a mediana gira em torno de R$ 17.000/m². Curitiba integra o grupo restrito das 4 cidades brasileiras com metro quadrado de luxo acima de R$ 20 mil, segundo levantamento da Abrainc.


A demanda por trás dos números: o que diz a pesquisa da Brain


Os dados abertos da Brain Inteligência Estratégica, empresa responsável pela pesquisa do mercado imobiliário junto à ADEMI-PR e à ABRAINC, explicam por que a demanda segue forte mesmo com juros altos:


52% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses, o maior índice da série histórica iniciada em 2019. Na onda do 1T26, a intenção de compra já marcava 49%, acima do mesmo período de 2025.

A Geração Z lidera: 67% dos jovens dessa geração declaram intenção de compra, contra 49% no início de 2025. O jovem que era visto como "refém do aluguel" virou o novo vetor de demanda.

72% das compras são para moradia, movidas por transições de vida: sair do aluguel, formar família, ganhar espaço. Imóvel segue como sinônimo de segurança e construção de patrimônio.

O funil tem gargalo na base: nos últimos 12 meses, apenas 9% das famílias efetivamente compraram. 35% nem iniciaram a jornada, 9% pesquisam online e só 5% visitam imóveis presencialmente. Traduzindo: existe demanda latente enorme, e quem facilita a jornada digital de decisão sai na frente.


O que os números dizem ao investidor


Escassez de produtos familiares: estúdios e compactos representaram quase 70% dos lançamentos verticais no 1T26 (1.863 unidades lançadas), e cerca de 38% do estoque disponível da cidade. O Minha Casa Minha Vida voltou a ganhar espaço, com 29,2% das unidades lançadas no 2T26. Resultado: os apartamentos de 3 dormitórios, cada vez mais raros, foram os que mais valorizaram (+16,6%). Quem encontra unidades maiores nos bairros nobres está diante de um produto em extinção.

Janela de negociação em 2026: após o salto de 2025, os preços anunciados subiram de forma moderada este ano. Para o comprador, margem de negociação; para o investidor, entrada em um mercado que já provou capacidade de valorização.

Alto padrão resiliente: o estudo Brain/ABRAINC "O que vai mover o mercado imobiliário brasileiro em 2026" projeta que a queda da inflação e dos juros deve reativar justamente a demanda das faixas de renda média e alta, o público que sustenta os lançamentos premium de Curitiba.


O potencial nas regiões de atuação


A leitura se estende às demais praças da GP9. Segundo levantamento da Brain divulgado pelo Valor, o estoque de unidades novas de Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo é o 2º maior do Brasil, atrás apenas de São Paulo e o mercado de luxo segue avançando para as cidades vizinhas do litoral norte catarinense. Florianópolis e o litoral de SC seguem entre os mercados mais valorizados do país, puxados pelo investidor de alto padrão. O eixo Curitiba–litoral catarinense forma, hoje, um dos corredores de investimento imobiliário mais dinâmicos do Sul — com Curitiba como porta de entrada de ticket menor e liquidez mais estável.


De onde vêm os dados (e por que eles são confiáveis)


Esta análise cruza três camadas de fontes independentes:


Brain Inteligência Estratégica, pesquisas de intenção de compra e comportamento do consumidor, abertas em seu portal de conteúdos, como o estudo Intenção de Compra 1T26 e o relatório Perspectivas 2026 com a ABRAINC;

ADEMI-PR/Brain, estatísticas trimestrais do mercado paranaense: desempenho do 2T26, pesquisa sobre compactos e a série histórica do m² por bairro;

Índices e imprensa especializada, FipeZAP (preços anunciados), TBO (consolidação do 1T26), CBIC/Brain (indicadores nacionais), Diário Indústria & Comércio (4º mercado vertical do país), Habitec e Comab (valorização de 17,86%).


O cruzamento entre índices oficiais, estatísticas setoriais e pesquisas de comportamento é o que dá robustez à conclusão: não se trata de otimismo isolado, mas de fontes independentes apontando na mesma direção.


Curitiba entra no último trimestre de 2026 com a combinação que todo investidor procura: demanda em recorde histórico, valorização comprovada, estoque enxuto e um segmento de alto padrão em plena expansão. Os dados abertos da Brain adicionam uma camada rara a essa leitura, o comportamento de quem compra e mostram que a demanda não apenas existe como está mudando de perfil, com a Geração Z chegando ao mercado. Para quem busca imóveis exclusivos nos bairros mais valorizados da cidade, Batel, Ecoville, Bigorrilho, Água Verde, o momento é de oportunidade com fundamento.


A GP9 Imóveis, 100% digital desde 2015, acompanha esse mercado de perto e seleciona as melhores oportunidades de alto padrão em Curitiba, Florianópolis e Balneário Camboriú. Fale com nossa equipe e descubra as unidades disponíveis nos lançamentos mais desejados da cidade. O próximo imóvel da sua história está a uma conversa de distância.


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